Socicom manifesta contra proposta do Banco Mundial que pede o fim da gratuidade do ensino superior

Estudo do Banco Mundial (Bird) intitulado "Um ajuste justo - propostas para aumentar eficiência e equidade do gasto público no Brasil" sugere que o Brasil deveria acabar com a gratuidade do ensino superior para evitar a "perpetuação da desigualdade no país".  Segundo o relatório, o governo deve continuar subsidiando os estudantes que estão entre os 40% mais pobres do país enquanto os alunos de classe média e alta poderiam pagar pelo curso após estarem formados. Na universidade, eles teriam acesso a algum tipo de crédito, como o Fies.

O presidente da Socicom, Ruy Sardinha divulgou nota em protesto a proposta.  Diz a nota: “A SOCICOM- Federação Brasileira das Associações Acadêmicas e Científicas de Comunicação – ratifica seu compromisso com a  construção de uma nação socialmente mais equânime, justa e democrática e com a  defesa de um sistema de ensino e pesquisa superiores público, gratuito e de qualidade compromissado com o desenvolvimento integral de  seus cidadãos. As afirmações contidas no relatório recém divulgado pelo Banco Mundial – Um Ajuste Justo – em especial aquelas que comparam os gastos por alunos nas instituições públicas e privadas ou entre o Brasil e os demais membros da OCDE, desconhecem, ou fingem desconhecer, as especificidades de nossas IES públicas, que ultrapassam em muito a função do ensino-aprendizagem e são as grandes responsáveis pela produção de ciência e tecnologia em nosso pais, bem como a necessária expansão  e melhor distribuição geográfica de formação qualificada e crítica”.